sexta-feira, 19 de setembro de 2014

História do Analfabetismo

Em plena era da globalização e da sociedade da informação, o índice de analfabetismo continua relativamente elevado, sobretudo, em algumas partes do planeta, entre as quais o Brasil.


Entretanto, contextualizando os avanços da humanidade, desde o surgimento da escrita, o nível de letramento da população mundial evoluiu muito nos últimos 6.000 anos.

É interessante notar que a humanidade é jovem quando comparada a história geológica da terra e a outras espécies que já passaram por ela.
Os humanos só conquistaram as melhorias mais significativas no seu estilo de vida em época recente, evoluíram rapidamente em um curto espaço de tempo graças a uma de suas maiores descobertas: a escrita.
Assim, para analisar o analfabetismo no Brasil, suas repercussões e desdobramentos, antes, é necessário retroceder além da história da formação da nacionalidade brasileira.
É preciso tentar entender o contexto mais amplo da longa duração braudeliana, adentrar o momento da criação da escrita, estudar sua evolução, passear pela antiguidade e Idade Média, observar as mudanças causadas pela invenção da imprensa e a escolarização da alfabetização na sociedade.
Somente depois poderemos penetrar no universo colonial brasileiro, nas mudanças advindas com a independência do Brasil e a proclamação da República, entendendo finalmente melhor as mazelas contemporâneas em torno do analfabetismo, ainda vergonhosamente presente entre nós.
Até mesmo porque, segundo vários teóricos, ao ser alfabetizada, a criança reproduz toda a história da evolução da escrita em apenas alguns meses.
O processo de alfabetização é por isto mesmo penoso e sofrido, requerendo grande esforço ao reproduzir séculos de evolução em um espaço de tempo muito curto.


O contexto na pré-história.
O homem moderno, o homo sapiens (homem sábio), anatomicamente idêntico a qualquer um de nós, apareceu na África Oriental há cerca de 200.000 anos.

No entanto, a escrita só foi criada em época relativamente recente, caso a vida do homem na terra fosse transformada em uma única hora, poderíamos dizer que a escrita apareceu nos dois últimos minutos de existência humana.
Na chamada pré-história, os homens não tinham como registrar os acontecimentos, justamente, devido à inexistência de um padrão identificável que pudesse comunicar.
O próprio termo que designa este período indica uma época que, não existindo escrita, não há registros históricos, apenas conhecemos indícios arqueológicos de como o homem vivia.
Além da linguagem gestual, corporal, a fala que começava a se articular servia de elemento de comunicação e transmissão do conhecimento.
Dispondo apena da oralidade, muitas informações se perdiam quando eram passadas de individuo para individuo e geração para geração.
Por isto mesmo, a humanidade avançou e retrocedeu várias vezes, inovações se perderam e tiveram que ser descobertas, fazendo a humanidade evoluir lentamente.
Tentando contornar o problema, ainda na pré-história, o homem tentou registrar os acontecimentos que julgava mais importantes através de desenhos nas paredes das cavernas.

As pinturas rupestres tentaram comunicar idéias e desejos ligados ao universo espiritual às gerações futuras, desenhando principalmente imagens pertencentes ao cotidiano da caça, então essencial a sobrevivência da espécie.
Destarte, estas pinturas não podem ser consideradas como uma forma de escrita, pois não existia uma padronização nas representações gráficas e não havia uma organização no sentido daquilo que queriam comunicar.
Estes desenhos significavam para aquele que os havia elaborado e no máximo para aqueles a sua volta que conviviam com ele, mas não conseguiam comunicar o mesmo sentido para qualquer observador.
A humanidade teria que esperar até o surgimento das primeiras civilizações para que a escrita fosse inventada.


A invenção da escrita.
A escrita propriamente dita só surgiu por volta do ano 4.000 a.C na Mesopotâmia, uma região localizada entre os rios Tibre e Eufrates, no Oriente Médio, onde hoje é o Irã e Iraque, berço das primeiras civilizações.

Em um vale de terras férteis, cercado por desertos, apareceram povos como sumérios, acadianos, amoritas, assírios e caldeus.
Foram os sumérios e, mais tarde, os babilônios e assírios, os quais falavam a mesma língua, o acadiano, que criaram e desenvolveram a primeira forma de escrita.
A necessidade de contabilizar as oferendas dos templos estimulou a criação do registro escrito, primitivamente cunhando ideogramas, desenhos de objetos que representavam idéias, base da chamada escrita cuneiforme.
Mais tarde, os sacerdotes passaram a representar sons por meio de sinais gráficos, dando origem à escrita fonética.
 Atrelada ao Estado, a escrita permitiu o desenvolvimento civilizacional pleno, pois o trabalho pode ser organizado para canalizar os rios e irrigar as plantações, assim como para construir cidades e palácios.
Portanto, ocupou, desde o inicio, um papel político e religioso, restringindo o acesso à escrita a uma pequena elite que controlava o destino da ampla maioria da população.
Desde seus primórdios, a escrita fui usada para controlar os mais humildes, quando somente a nobreza, sacerdotes e escribas eram versados na arte da escrita.
Estes últimos eram funcionários públicos responsáveis pelo registro escrito dos negócios do Estado, passando seus conhecimentos de pai para filho, guardando os segredos do letramento a sete chaves.

A escrita cuneiforme, assim chamada por seus caracteres possuírem forma de cunha, era complexa e exigia profissionais extremamente especializados.
Para começar ainda não existia papel, o que exigia que as informações fossem registradas em tábuas de argila.
Os ideogramas e letras eram desenhados na argila molhada, depois as placas tinham que ser cozidas, formando peças de cerâmica.
A escrita cuneiforme não tinha nenhuma semelhança com nosso atual alfabeto de 26 letras (incluindo k, y, w), era composta por 2.000 sinais diferentes, reproduzindo uma linguagem culta, somente utilizada pela elite, embora os símbolos mais utilizados estivessem restritos a 300 caracteres.


A contribuição dos egípcios.

Pouco depois dos sumérios, por volta do ano 3.000 a.C., a escrita apareceu no Egito, originando os hieróglifos.

A semelhança da Mesopotâmia, também no Egito, a escrita foi inventada a partir de uma necessidade religiosa.

A necessidade de registrar orações e os feitos dos mortos nas paredes das tumbas, para que pudessem comunicar o universo sagrada com o mundo dos vivos.

Além disto, a escrita cumpria uma demanda importante, organizar a sociedade em torno de obras públicas, ajudando a administrar os recursos existentes e a mão de obra para construir templos e tumbas suntuosas para os governantes.
No entanto, os egípcios trouxeram uma grande inovação para a escrita: o uso do papiro.
Um precursor do papel, feito com uma planta de mesmo nome, muito abundante nas margens do rio Nilo.



Era feito através de um processo cuidadoso que transformava a planta em uma superfície plana com um lado amarelado e outro branco onde se podia registrar a escrita com tinta, muito semelhante a um tecido de algodão.

O papiro era depois enrolado em uma vareta de madeira ou marfim, criando um rolo chamado de pergaminho.
Porém, os hieróglifos egípcios compunham uma escrita tão complexa como a cuneiforme.

A origem da palavra hieróglifo é grega, soma duas palavras (hieros = sagrado eglyphein = escrita), denotando seu caráter extremamente vinculado a religião.

Inicialmente os hieróglifos representavam idéias, depois passaram a significar letras e sons, então usados em conjunto com ideogramas.
Eram escritos em colunas ou linhas tanto da direita para a esquerda como o inverso, dependendo da direção dos símbolos para orientar a leitura.
Seja como for, a escrita cuneiforme e os hieróglifos criaram regras de letramento, permitindo ao leitor decifrar o que estava escrito, estimulando o comércio e registrando os avanços da humanidade para que não se perdessem.
Graças a escrita, a espécie humana acelerou sua evolução tecnológica e cultural, embora a não compusesse propriamente um alfabeto, exigindo a memorização dos caracteres.


A invenção e evolução do alfabeto.
Foi somente por volta do ano 1.000 a.C. que os fenícios criaram o que mais se aproxima do nosso atual alfabeto.
A partir da escrita cuneiforme, eles pensaram em 22 letras que, quando unidas, formavam sons, representando a linguagem falada.
Portanto, não se tratava mais de sinais gráficos independentes que simbolizavam sons articuláveis, mas sim de letras que precisavam ser unidas para articular sons.
O detalhe interessante é que o alfabeto fenício não possuía vogais, as quais eram presumidas na ora de ler as palavras, tinha apenas vogais, muitas das quais não mais existentes no nosso alfabeto contemporâneo.
Povo ligado ao comercio marítimo através do mar Mediterrâneo, para os fenícios era essencial registrar as transações e organizar a administração das mercadorias negociadas.
Foi neste momento que o acesso alfabetização começou a deixar de ficar restrito a especialistas.
A despeito da ampla maioria da população fenícia ser analfabeta, não mais apenas funcionários públicos, nobres e sacerdotes tinham acesso a escrita, também mercadores passaram a dominar o letramento.

O que sofreu mudanças mais profundas por volta do ano 900 a.C., quando os gregos incorporaram a alfabeto a sua cultura, então adquirido através dos contatos comerciais com os fenícios.
A própria palavra alfabeto é de origem grega, composta a partir da junção das letrasalfa beta.
A grande inovação grega foi acrescentar vogais no alfabeto fenício, embora não tenham composto o alfabeto que seria aquele adotado por nós hoje, já que muitas letras gregas caíram em desuso.


Outro avanço importante foi a generalização do domínio da escrita, difundido entre os cidadãos da polis grega.

Sendo a escrita essencial para a administração pública da cidade-estado, o cidadão tinha a obrigação de ser alfabetizado, o que também esteve ligado ao inicio da filosofia, ao ócio reinante e necessário neste segmento social e a formalização da educação.
O problema é que apenas uma parcela da população grega tinha direito a cidadania e, portanto, ao letramento.
Apenas homens que já haviam passado pelo serviço militar eram considerados cidadãos, ou seja, proprietários de terras, artesãos e comerciantes.
Mulheres, estrangeiros e escravos, estes últimos compondo 90% da população, não podiam ser cidadãos e eram mantidos na ignorância, em hipótese alguma eram alfabetizados.
Os escravos não tinham então nenhuma relação com dogmas religiosos ou raciais, tal como seria o caso dos africanos escravizados pelos europeus a partir do século XV.

Na antiguidade, os proletários, aqueles que tinham como única posse sua prole, a qual podia ser dada como garantia para contrair empréstimos, podiam se tornar escravos ao não pagar suas dividas.

Além disto, os prisioneiros de guerra também se tornavam escravos.


Somente com o domínio romano sobre a Grécia, quando o alfabeto latino surgiu, incorporado através do contato com os gregos, é que os escravos passaram a ter acesso à alfabetização.

Na realidade, os escravos alfabetizados passaram a ser valorizados, pois os romanos utilizavam escravos letrados como administradores de negócios privados e professores, esta última considerada uma função indigna para um homem livre.
O alfabeto latino, também conhecido como romano, é rigorosamente o mesmo utilizado por nós hoje.
Ele foi difundido pela Europa e parte da Ásia durante o Império romano, espalhando-se entre diversos povos.


A alfabetização na Idade Média.
É errado pensar que a queda do Império romano do Ocidente mergulhou a Europa em uma era de trevas.

Durante a Idade Média, importantes avanços foram alcançados, entre os quais vários vinculados à história da alfabetização.
O processo de letramento da antiguidade, baseado em decorar as letras e o seu valor fonético, implicava em grande dificuldade de aprendizagem, formando leitores hábeis na soletração, mas que só conseguiam entender o texto com grande esforço.
O que sofreu uma profunda modificação, justamente, durante o período medieval.
A soletração foi substituída por um novo método que usava tabuletas com o alfabeto gravado, freqüentemente carregadas pelas crianças com um jogo, penduradas por uma corda a cintura ou ao pescoço.
A alfabetização foi transformada em uma brincadeira que fazia a criança apreender aos poucos com este precursor da cartilha.
Gradual e constantemente as letras eram incorporadas ao universo infantil.

Entretanto, a adoção do latim como língua culta em toda Europa Ocidental, fazia com que as crianças fossem alfabetizadas dentro deste contexto e não em sua linguagem corrente regional.
Isto representava uma dificuldade que criava, constantemente, desinteresse.
De qualquer modo, as tabuletas com alfabeto é o que mais se aproximava das cartilhas, pois elas só surgiriam no século XV, depois da invenção da imprensa por Gutenberg em 1455.
O aparecimento da imprensa barateou a edição de livros, ampliando o numero de leitores e a demanda pela alfabetização.
Este foi incentivo que multiplicou novos métodos de letramento, tal como seria criado por Comenius em 1655, o qual consistia em apresentar palavras associadas a uma representação gráfica, uma imagem.
Foi dentro deste espírito que surgiu em 1522, por exemplo, o primeiro caderno de caligrafia, pensado pelo italiano Lodovico Arrighi.
É bom lembrar que, durante a Idade Média, o livro foi praticamente uma exclusividade da Igreja Católica na Europa.
Um cotidiano brilhantemente retratado do filme O nome da rosa, baseado do livro de Umberto Eco.
Os mosteiros eram guardiões do saber, possuindo em seu interior bibliotecas com livros copiados a mão e ricamente ornamentados com iluminuras.


A imprensa conseguiu quebrar este monopólio, mas antes que fosse inventada, a dificuldade de acesso aos livros, restringiu a alfabetização a uns poucos elementos da nobreza e ao clero.

Os centros de educacionais eram católicos e restritos aqueles que queriam seguir a carreira eclesiástica ou tinham sido compelidos pela família.
Dentro do contexto medieval somente o filho homem mais velho herdava o título de nobreza do pai e seus bens, aos irmãos mais novos restava procurar aventura como cavaleiro errante ou entrar para a vida religiosa.
Para as mulheres, o dote que precisava ser pago ao futuro marido pelo casamento, fazia as famílias da nobreza optar por casar apenas a mais velha, forçando as irmãs a serem freiras.
A vida eclesiástica era praticamente a única oportunidade de ser alfabetizado, daí a imensa maioria da população européia ser analfabeta, incluindo camponeses e nobres.
Existem documentos que dão conta que, mesmo na entrada da modernidade, quando começaram a se formar os primeiros Estados Nacionais, mesmo reis foram analfabetos.
Estes reis mantinham bibliotecas, mas não sabiam ler, daí a importância das iluminuras e ilustrações, em um mundo que imagens comunicavam a um número maior de pessoas eu as palavras.
Um panorama que só começou a mudar com o fim dos resquícios medievais que permaneceram na Idade Moderna, quando o latim começou a ser abandonado em favor das línguas nacionais.
René Descartes foi o pioneiro, escrevendo o Discurso do Método em francês no século XVI.
Um processo que foi complementado pela Revolução Francesa e o iluminismo, quando o ensino publico e gratuito, fornecido pelo Estado, tornou-se um direito de todos.
O que fez parte também das idéias do liberalismo inglês, com a educação assumindo o papel de equalizadora de oportunidades.
No entanto, quando os portugueses chegaram ao Brasil, este processo de mudança na Europa ainda não havia acontecido, Portugal tinha um dos pés na Idade Média e o outro na Moderna.


A educação no Brasil Colônia.
Embora muitos especialistas insistam em abordar a questão da alfabetização no Brasil do século XIX em diante, ou pior, a partir da década de 1930; a história da educação brasileira é bem anterior.

O inicio da alfabetização entre nós remonta a época em que se quer existia uma nação em torno do Brasil, foi iniciada no período colonial.
Na Europa, a Companhia de Jesus havia sido fundada, por Inácio de Loyola em 1534, com o objetivo de evangelizar através da educação, sendo seus membros considerados soldados intelectuais de Cristo.
Em 1540 a Companhia foi instituída em Portugal, pouco depois os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil, fundando o primeiro colégio em 1551, declarando a intenção de “recolher os filhos dos gentios e cristãos para os ensinar e doutrinar”.
Em uma época em que Portugal, estima-se, menos de 5% da população era alfabetizada, os jesuítas pensaram a alfabetização das crianças indígenas e lusitanas como estratégia de conversão plena ao cristianismo e a cultura européia Ocidental.
Apenas as crianças deveriam ser ensinadas, já que os jesuítas consideravam-nas como um papel em branco, onde o que fosse escrito permaneceria.
Para eles, as crianças livres dos vícios dos adultos, não tinham malicia ou más intenções e possuíam uma curiosidade natural que deveria ser aproveitada em beneficio da fé.
Neste sentido, pensavam não só um novo método de alfabetizar, como propuseram um currículo baseado na gramática, matemática, humanidades, retórica, filosofia e teologia.
Observando o cotidiano dos indígenas, os jesuítas compuseram uma metodologia pedagógica baseada em elementos lúdicos: jogos, brincadeiras, teatro e música utilizados para ensinar.
Os ameríndios utilizavam os mesmos elementos na educação informal existente no interior das aldeias, quando as crianças aprendiam com os mais velhos, observando e brincando, buscando o conhecimento livremente no seu próprio ritmo.


É óbvio que a metodologia jesuíta foi um sucesso, cumprindo o papel de catequizar os nativos, mas também atraindo os portugueses.

Os colonos matriculavam os filhos nos colégios e faziam doações generosas para a Companhia de Jesus, pois os padres não cobravam nada pela educação, o ensino era oferecido gratuitamente.
O que fez os jesuítas se tornarem muito poderosos dentro da ótica do sistema colonial, multiplicando colégios e missões.
A Companhia de Jesus se tornou maia rica e poderosa que o rei de Portugal, passou a compor em Estado dentro do Estado.
Ao mesmo tempo, os jesuítas criaram uma zona de tensão com os colonos, ao se colocarem contra a escravização dos ameríndios.
Igualmente, enfureceram a Coroa portuguesa ao ensinar os indígenas em sua própria língua, chegando a rezar missa em tupi-guarani.
Um sacrilégio em uma época em que na Europa a missa era em latim.
Os atritos foram se somando até que, 1759, o Marquês de Pombal, primeiro ministro do rei D. José, expulsou os jesuítas do Brasil e de Portugal, confiscando todos os bens da Companhia.
Portugal passava por um período delicado, em 1755 um grande terremoto havia destruído Lisboa e boa parte do país.

A Coroa precisava de recursos para se reerguer dos escombros, Pombal aproveitou as diferenças com os jesuítas, inventou um pretexto, tomando posse dos recursos da ordem.

O grande problema é que no Brasil, em sua maioria, os professores eram jesuítas, uma vez que um dos requisitos apara se ordenar era passar por um curso equivalente a formação superior docente.

Expulsos os jesuítas do Brasil, passaram a faltar professores, sobretudo, alfabetizadores.
Pombal resolveu o problema colocando os sargentos das milícias militares como professores nos colégios para substituir os jesuítas.
O ensino no Brasil sofreu um grande retrocesso, adquirindo um caráter autoritário, militarizado e magistrocêntrico.
A alfabetização passou a fazer uso de uma metodologia arcaica, baseada em decorar o alfabeto e na aprendizagem forçada por castigos físicos cruéis, herdados por 3 séculos de escravidão africana.
Além disto, como parte das reformas no ensino, iniciadas um ano antes da expulsão dos jesuítas, portanto em 1758, Pombal nomeou diretores encarregados de cristianizar e civilizar os índios.
Passou a ser uma obrigação destes ensinar os nativos a falar somente o português, ficando proibido o uso do tupi-guarani mesmo na conversa entre os próprios ameríndios.
O mesmo decreto instituiu a obrigatoriedade da separação de gêneros, sendo eliminado o contato com a música, jogos e brincadeiras.
Juntamente com a doutrina cristã, os meninos deveriam ser ensinados apenas a ler, escrever e contar; enquanto as meninas aprenderiam a fiar, fazer renda e costurar, algo que foi denominado como ministério próprio do sexo feminino.
A educação no Brasil, que caminhava para a facilitação do acesso a alfabetização, mudou seu rumo.
O letramento foi elitizado, cada vez mais restrito aqueles que tivessem posses para custear.
Posteriormente, este panorama criou um dualismo, onde a educação de qualidade ficou restrita a elite, sendo oferecido um ensino péssimo aos mais pobres.
Cabe lembrar que, no período colonial, o ensino público e gratuito não era uma preocupação e muito menos uma obrigação do Estado.


A educação no Reino Unido do Brasil.
Melhorias no sistema educacional brasileiro só começaram a surgir com a vinda da família real portuguesa em 1808, ou seja, nos século XIX.

Até então a impressa estava proibida no Brasil e os livros tinham que ser importados, passando por uma rigorosa censura.
A chegada de D. João VI ao Brasil fez com que os livros pudessem ser impressos por aqui, a despeito da primeira cartilha só ter sido editada na década de 1950.
Entre a cruz e a espada, sofrendo pressões da Inglaterra e da França, dentro do contexto das guerras Napoleônicas e do bloqueio continental imposto por Napoleão Bonaparte aos ingleses, D. João VI estava em uma situação delicada.
Caso optasse por ficar do lado da Inglaterra, os franceses ameaçavam ocupar Portugal; preferindo ficar do lado da França, os ingleses diziam que iriam tomar posse do Brasil, então a vaca leiteira de Portugal.
Quando tropas francesas e espanholas invadiram Portugal, D. João VI não teve escolha, com a ajuda dos ingleses, fugiu para o Brasil com toda a nobreza lusitana e a alta burocracia civil, militar e eclesiástica, mais de 10.000 pessoas.
Os tesouros da Coroa e os livros da biblioteca nacional foram embarcados em uma esquadra inglesa e despachados para o Brasil junto com toda esta gente.
Uma das primeiras medidas do príncipe regente, o qual se tornaria rei em 1817, com a morte de Dona Maria, a Louca; foi abrir os portos as nações amigas, portanto, aos navios ingleses.
O que fez a balança do poder pender para o lado da Inglaterra na guerra que estava acirrada na Europa, constituindo um fator de vital importância na vitória inglesa.
A abertura dos portos possibilitou a importação de livros e idéias inglesas, fomentando a construção de novos conhecimentos na área de exatas e biológicas.
Extra-oficialmente, o modelo educacional britânico influenciou fortemente o processo de alfabetização no Brasil.
O empirismo do século XVII, representado por John Locke, Thomas Hobbes, George Berkeley e David Hume; havia forjado na Inglaterra a idéia de que o conhecimento só podia ser construído através dos sentidos, de experiências concretas, particularizadas, sendo impossível alcançar leis universais.
Esta concepção fez com alguns preceptores adotassem um método de alfabetização que levava em consideração o ritmo da criança, tentando unir a prática com a teoria.

No entanto, a grande maioria dos alfabetizadores adotaram o padrão oficial imposto por D. João VI para o agora Reino Unido do Brasil, inspirado no modelo napoleônico.
Apesar de estar em guerra com a França, o vinculo da família real portuguesa com a cultura francesa era muito forte.
Portugal tinha sido fundado por nobres e peregrinos franceses que lutaram na guerra de reconquista, a cruzada contra os mouros na Península Ibérica.
A despeito do vinculo lusitano com os ingleses também ser estreito, firmado através do casamento de D. João I com Dona Filipa de Lancaster, filha do rei da Inglaterra.
Seja como for, D. João VI fundou centros de formação no Brasil e diversas instituições culturais, responsáveis pelo fomento a melhoria do sistema educacional.
Porém, no que diz respeito à alfabetização, o predomínio do academicismo não fez mais que referendar, sob o verniz da modernidade, práticas arcaicas.
Poucas escolas gratuitas voltadas para as primeiras letras foram fundadas, em sua maioria restritas a população urbana de origem européia.
O ideal francês iluminista, baseado na Revolução Francesa, tendo por pressuposto igualdade, liberdade e fraternidade; não chegou ao Brasil.
Neste prelúdio do período Imperial, o Estado não assumiu a obrigação de fornecer educação para todos.


A educação no Brasil Império.
Depois da independência do Brasil, em 1822, quando se iniciou o período Imperial, sob o governo de D. Pedro I e II, alguns avanços forma registrados quanto ao letramento.

D. Pedro I promulgou um ato adicional a Constituição, em 1834, transferindo para as províncias a responsabilidade pela organização de seus sistemas de ensino e formação de professores.

Apareceram as Escolas Normais, onde qualquer um poderia requerer matricula por intermédio do juiz de paz de seu domicilio, o qual, mediante julgamento do mérito, recomendava ou não a aceitação do aluno ao diretor da escola.

As Escolas Normais eram locais autorizados, custeados pelo Estado, que deveriam oferecer o conhecimento normatizado, na prática, centros alfabetizadores.
Foi neste momento que o modelo educacional britânico foi oficialmente adotado, embora os professores da época não estivessem adequadamente preparados para implementá-lo na prática.
Destarte, as Escolas Normais proliferaram, a despeito de terem ficado restritas as províncias da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
O resto do Brasil ficou entregue a meia dúzia de estabelecimentos de ensino, em sua maior parte particulares.
Neste período, a profissão docente foi se transformando em predominantemente feminina, o magistério passou a ser visto como uma extensão da maternidade, da onde se originou a expressão tia para designar a professora.
Dentro dente contexto, visando poupar custos, em 1849, o nível intelectual do professor do ensino regular normal foi rebaixado para a exigência da formação primária, antes era necessário possuir ensino superior.
A reboque, os salários dos professores também sofreram redução significativa, algumas outras funções, como de inspetor, deixaram até mesmo de ser remuneradas, tornando-se voluntárias.

Seria necessário que D. Pedro II fundasse um colégio que levaria o seu nome para que fosse implantado um novo modelo.

A partir de então seria exigida a formação equivalente ao ensino médio, equivalente ao antigo magistério, para habilitar professores para alfabetizar.

Mesmo assim, fora dos centros urbanos, a educação era assumida pelas elites locais rurais, custeando escolas nas fazendas que funcionavam nas casas dos professores.

No que diz respeito ao método de alfabetização, predominou a metodologia lancasteriana, também chamada mútua.
Consistia em um método desenvolvido pelo educador inglês Joseph Lancaster, cuja característica principal era usar os próprios alunos como auxiliares do professor, de modo que os mais adiantados ficavam responsáveis por aqueles que apresentavam dificuldades de aprendizagem.
 Porém, a imensa maioria da população brasileira continuou analfabeta, a educação pública era um privilégio oferecido pelo Estado, não um direito dos súditos do Imperador.


Concluindo: a educação republicana.
O Brasil precisou aguardar até a proclamação da República, em 1889, para que esforços de organização de um sistema de instrução pública e gratuita fossem implementados.

 Somente durante o período republicano é que o ideal iluminista, mesclado a idéias liberalistas, foi colocado em prática no Brasil, quando a escola assumiu a função de equalizadora de oportunidades.
A escola se consolidou como lugar institucionalizado para preparar as gerações futuras, dentro do âmbito de um projeto de formação da nacionalidade, quando finalmente a alfabetização se tornou obrigatória.
O Estado passou a oferecer ensino público e gratuito para todos os cidadãos, garantido desde a promulgação da Constituição de 1891, onde todos passaram a ser considerados iguais perante a lei.
A partir de então, iniciou-se um intenso debate sobre a questão educacional, principalmente em torno dos altos índices de analfabetismo.
Os novos métodos de alfabetização se multiplicaram e, ao longo das décadas, oficialmente o índice de analfabetismo foi caindo.
No entanto, a cultura do ensino dualista, dividindo a sociedade entre pobres e ricos, continua existindo.
A raiz do problema está nas mentalidades, assim, é difícil resolver o problema com leis e decretos.
O analfabetismo se desdobrou, contemporaneamente vai além do letramento, passa pelo lidar com textos e informações e a necessidade de conviver e acessar novas tecnologias.

Deste modo, não é de se estranhar o baixo desempenho dos estudantes brasileiros no ranking que classifica o desenvolvimento educacional mundial.

Série Nomes da Matemática: Tales de Mileto


            Para alguns historiadores da matemática antiga, a geometria demonstrativa  iniciou-se com Tales de Mileto, um dos sete sábios da Grécia. Tales é uma figura imprecisa historicamente, pois não sobreviveu nenhuma obra sua. O que sabemos é baseado em antigas referências gregas à história da matemática que atribuem à ele um bom número de descobertas matemáticas definidas. Supõe-se que viveu algum tempo no Egito onde provavelmente aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos. Atribui-se a Tales o cálculo da altura das pirâmides, bem como o cálculo da distância até navios no mar, por triangulação. Tales foi o primeiro personagem conhecido a quem associam-se descobertas matemáticas. Acredita-se que obteve seus resultados mediante alguns raciocínios lógicos e não apenas por intuição ou experimentação. Os fatos geométricos cuja descoberta é atribuída a Tales são:
·       A demonstração de que os ângulos da base de dois triângulos isósceles são iguais;
·       A demonstração do seguinte teorema: se dois triângulos tem dois ângulos e um lado respectivamente iguais, então são iguais;
·       A demonstração de que todo diâmetro divide um círculo em duas partes iguais;
·       A demonstração de que ao unir-se qualquer ponto de uma circunferência  aos extremos de um diâmetro AB obtém-se um triângulo retângulo em C. Provavelmente, para demonstrar este teorema, Tales usou também o fato de que a soma dos ângulos de um triângulo é igual a dois retos;

·       Tales chamou a atenção de seus conterrâneos para o fato de que se duas retas se cortam, então os ângulos opostos pelo vértice são iguais.

A matemática no esporte

Você já parou para reparar na matemática em sua volta? Ela não está apenas nos livros, nas operações, nos preços e nas contas de cada mês. Que tal se eu dissesse que existe matemática nos esportes? Não duvide.  Ela é necessária no nosso dia a dia em muitas coisas que nos passam despercebidas, muitas vezes por já terem se tornado comuns e rotineiras. E ainda no clima de Copa do Mundo, vamos mostrar onde estão as operações, geometrias e tabelas matemáticas dentro do universo esportivo.
                Tomemos como exemplo o Futebol. A elaboração dos confrontos, distribuição dos pontos, probabilidade e estatística utilizam os fundamentos matemáticos na elaboração das tabelas, permitindo avaliar o desempenho de cada time - média de gols, número de passes errados ou certos etc. Sem perceber, até os jogadores fazem cálculos mentais para estimar a distância em que está o companheiro e a força que precisa ter o chute para a bola alcançá-lo. A geometria também está terminantemente ligada a esse tipo de esporte.
                Basta observar as dimensões do campo e as formas que as linhas brancas constroem. O grande circulo, as traves, a pequena área, os quartos de circulo que são os escanteios. Todas são figuras planas e possuem suas propriedades, permitindo cálculos diversos a analistas esportivos.
Então, agora é a sua vez. Quais lugares mais inusitados podemos encontrar matemática?


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Trabalho completo: Pirâmide Alimentar

INTRODUÇÃO

            Ao longo da história, sempre existiram civilizações e seus padrões de estética e saúde. Com o passar dos anos, percebe-se uma propagação de mentalidades muito ligadas ao bem estar pessoal e saúde física das populações mundo a fora, que sofrem com males decorrentes de seus hábitos e comportamentos diários. O que ingerem durante o dia, se praticam esportes ou não, se vivem sob constante pressão são alguns dos elementos estudados pelas ciências biológicas (medicina, biologia, química), que a cada dia vêm buscando novas respostas e soluções para vários problemas mundiais.
            Foi pensando em orientar as pessoas para que tivessem uma alimentação saudável e balanceada, que, em 1992, foi criada a pirâmide alimentar por um grupo de cientistas norte-americanos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) como uma forma rápida e fácil de estabelecer uma alimentação apropriada unida a frequentes exercícios físicos.
            A partir do que foi exposto acima, desta dissertação irá expor o que vem a ser uma pirâmide alimentar, como é dividida, quais são as principais características de cada um dos grupos e etc.

DESENVOLVIMENTO

            Antes de iniciarmos com os tipos de pirâmides e suas histórias, precisamos conhecer os critérios de divisão e as principais características dos grupos alimentares.
            Um alimento pode ser conter em sua composição várias substâncias, sejam elas inorgânicas, encontradas dentro e fora dos seres vivos, ou orgânicas, moléculas exclusivas dos seres vivos. E assimos andares da pirâmide alimentar são determinados: de acordo com a função do principal componente do alimento e com a porção diária sugerida para cada um deles. Existem ao todo 8 grupos: Cereais, Hortaliças, Frutas, Leguminosas,Leites, Carnes e Ovos, Açúcares e Óleos.
            Os Cereais são alimentos ricos em carboidratos, como arroz, milho, trigo, aveia, pães, macarrão, farinhas, tubérculos e raízes (batata, mandioca, inhame), etc.. Esses alimentos são considerados a principal fonte de energia para o organismo e por isso devem ser consumidos em maior quantidade (5 a 9 porções por dia).
            As hortaliças são os vegetais folhosos e legumes, alimentos de fácil acesso à população, ricos em minerais, vitaminas e fibras - nutrientes com funções reguladoras e indispensáveis ao organismo. Encontra-se no 2º nível da pirâmide (juntamente com o Grupo das Frutas), significando que devem ser consumidos em maior quantidade (4 a 5 porções por dia).
            As frutas são alimentos reguladores, ricos em fibras, vitaminas e minerais, e de fácil acesso à população. Devem ser consumidas 3 a 5 porções de frutas diariamente e cada porção fornece cerca de 70 calorias, equivalendo a 1 laranja ou 1 maçã ou 1 banana, etc.
            As leguminosas (feijões e outros grão, como a soja e a lentilha) são responsáveis por uma importante contribuição no fornecimento de proteínas à população brasileira. A combinação entre cereais e leguminosas, nosso “arroz com feijão” de todos os dias, oferece uma proteína de alto valor biológico, ou seja, completa (contendo todos os aminoácidos essenciais).
            Já os leites e derivados alimentos com funções plásticas (estruturais, como formação de tecidos e proteínas), ricos em proteínas, de fonte animal (leites e carnes) e vegetal (leguminosas). Além de proteínas, o leite fornece cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B, merecendo especial atenção na dieta, principalmente das crianças e gestantes.
            O grupo das carnes e ovos é composto por alimentos ricos em proteínas de fonte animal, além de ferro, zinco, vitaminas. Também são alimentos que contêm grande quantidade de gorduras saturadas e colesterol, o que restringe o seu consumo a 1 ou 2 porções por dia. 
            Chegando ao topo da pirâmide alimentar tradicional temos o Grupo dos Óleos e Gorduras que é composto por alimentos muito calóricos, que devem ser consumidos com moderação (1 a 2 porções diariamente). 
Dividindo o topo com os óleos e gorduras, temos o Grupo dos Açúcares e Doces, alimentos que devem ser consumidos com moderação (1 a 2 porções de cada grupo, diariamente), já que são ricos em energia (muito calóricos). 
Agora que já sabemos os grupos que compõem pirâmides, vamos de fato estudá-la.
Os primeiros guias alimentares surgiram na década de 70 e, desde lá, surgem novos esquemas que organizam e distribuem os alimentos e suas porções diárias de acordo com as necessidades de cada sociedade e com as inovações científicas do ramo. A pirâmide alimentar surgiu com esse intuito e ao longo dos anos foi aperfeiçoada, uma vez que a quantidade de calorias e nutrientes pode variar entre populações, respeitando sempre seus hábitos, culturas e disponibilidade de alimentos.
            O primeiro tipo delas é a Pirâmide Alimentar Norte-Americana (1992). Inicialmente, contava com apenas 6 grandes grupos, repartidos em 4 degraus.  Assim, se incentivava o largo consumo de carboidratos variados, e se restringia a ingestão de alimentos ricos em gorduras. Porém, os nutricionistas já sabiam há muito tempo que alguns tipos de gordura são essenciais para a saúde e podem diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, os cientistas encontraram poucas provas de que o maior consumo de carboidratos é benéfico. Logo esta pirâmide entrou em desuso e houve a formulação de outras baseada nesta primeira, porém muitos mais detalhadas e complexas.
A pirâmide norte-americana propunha a ingestão de: na base, carboidratos dos mais variados tipos (6-11 porções diárias), legumes e verduras (3-5 porções), frutas (2-4 porções), leites e derivados (2-3 porções), carnes, ovos e leguminosas (2-3 porções) e por fim, no topo, consumo moderado de óleos, gorduras e doces.
O segundo tipo de pirâmide é a Pirâmide Funcional, que apresenta uma grande diferença das suas anteriores: a adoção de práticas de exercícios e controle do peso como base e ponto primordial para uma vida saudável e mudanças quanto aos cereais refinados, que encontravam-se na base da pirâmide passam a estar no topo, prevalecendo a importância das fibras e outros nutrientes dos alimentos integrais; e à carne vermelha e a manteiga estão também a fazer parte do topo da pirâmide, devido à sua composição rica em gordura saturada. Mudanças essas que faz com que, até o momento, nenhum órgão público de saúde brasileiro tenha recomendado este tipo de pirâmide. A divisão de cada alimento e suas porções ficaram da seguinte forma:

Na base, exercícios diários e controle de peso.           Seguindo-os temos alimentos integrais, ricos em fibras, que devem ser consumidos na maioria das refeições, e óleos vegetais, ricos em gorduras insaturadas. Vegetais em abundância e frutas 2 a 3 vezes por dia são a próxima etapa. No 4º degrau, temos as oleaginosas e leguminosas, que são alimentos ricos em vitaminas, minerais e proteínas. No próximo andar estão as carnes brancas e ovos, que são alimentos de alto valor biológico por possuírem aminoácidos essenciais. No 6º degrau, temos a sugestão de suplementação de cálcio, já que não é muito recomendado o consumo de laticínios, por sua composição rica em gordura saturada. E no topo da pirâmide temos manteigas e carnes vermelhas, por seu alto índice de gorduras saturadas e ao lado, cereais refinados, umas vez que os criadores consideraram fibras e alimentos integrais mais importantes dentro da dada alimentação.
Outro tipo de pirâmide é a Pirâmide de Harvard, desenvolvida em 2005 pelo Departamento de nutrição da universidade de Harvard, e sua principal diferença das outras é que as gorduras ganham destaque, porém, as gorduras boas, provenientes de óleos vegetais e carnes de peixe, ainda que apresente os exercícios como base indispensável para uma boa saúde.
Na base, temos a prática de exercícios físicos diários e controle do peso. No 2º andar, os carboidratos integrais e óleos vegetais (azeite de oliva, óleo de girassol e linhaça). No 3º, encontram-se vegetais e frutas. Já no
4º andar, estão asleguminosas e oleaginosas (castanhas, amendoim, feijão, ervilha e grão-de-bico). No 5º degrau, encontram-se carne branca (peixe, frango) e ovos. Enquanto no 6º andar temos laticínios (leite e derivados) ou suplementos de cálcio, temos no 7º e último andar as carnes vermelhas, gorduras animais, carboidratos (arroz branco, pão branco, macarrão) e doces.
Assim, como se pode perceber, existem inúmeros tipos de pirâmides alimentares pelo mundo, cada uma mais adaptada a sua determinada população. Por isso, em 1999, apesquisadora Sonia TucunduvaPhilippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) criou a pirâmide alimentar brasileira, e em 2013, esta foi aperfeiçoada e complementada com outros alimentos para melhor se enquadrar com as dietas e os hábitos culturais brasileiros, contando com a redução do valor energético diário para 2.000 Kcal e o fracionamento da dieta diária em seis porções.
Assim ficou dividida a pirâmide alimentar brasileira:
Nos carboidratos destacam-se a presença arroz, pão, batata, mandioca emassas, quando possíveis, integrais. No andar seguinte temos frutas e legumes regionais, o que facilita o acesso ao determinado alimento. Já no 4º andar, temos leites e derivados, carnes e ovos, e os feijões e oleaginosas com destaque para os alimentos que possuam um menor índice de gorduras saturadas. Por fim, no topo, temos as gorduras e óleos, reduzidos para apenas uma porção por dia.




CONCLUSÃO


Após a pesquisa e reflexão sobre o tema proposto nesta dissertação, o grupo pode perceber o quão complexo é nosso sistema digestório e tudo o que acontece quando nosso corpo está bem alimentado e saudável. Ainda que existam divergências quanto qual é a melhor pirâmide alimentar por parte dos cientistas, nós, a população civil, devemos nos policiar para que esta crescente mentalidade saudável possa se instalar dentro da sociedade e que assim possamos viver em um futuro diferente do atual, com muitos circuitos para caminhadas pela cidade; gente comprando cada vez mais frutas em vez de comidas congeladas, pessoas nas academias malhando, e etc.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Trilogia Divergente, Veronica Roth (Cuidado: Spoilerzado)

Oi, oi, gente!!
Faz muito tempo que não faço resenhas, mas cá estou eu para resenhar a minha leitura mais recente: a trilogia Divergente, da escritora norte-americana Veronica Roth.
Pois bem, já começo dizendo que não minha trilogia favorita, porém com bons potenciais para ser a de muita gente. Comparam-na muito com Jogos Vorazes, e ok, ok! eu entendo! São distopias. Países "destruídos" e futuristas. Protagonistas fortes e feministas. 
Mas, vamos
lá! São mundo diferentes, enredos diferentes, personagens com características distintas. POR FAVOR, NÃO ANDEM POR AÍ DIZENDO QUE "AI, ESSA É MELHOR QUE ESSA OUTRA POR CAUSA DISSO OU DAQUILO"!!! Você não pode afirmar isso. Pode ser sua opinião, mas não saia colocando que TODO MUNDO prefere isso ou aquilo. É por palavras nas bocas dos outros. NÃO FAÇAM ISSO!
Mas vamos ao enredo da trilogia completa e minhas considerações sobre cada livro.
Gosto de imaginar essa história como uma coisa única e não como algo dividido e fracionado. A História é contínua nos livros. Tanto é que se você não ler o primeiro livro, Divergente, não entenderá os seguintes.
(A PARTIR DAQUI COMEÇA A SPOILERZAR. SE VOCÊ NÃO LEU, PARE POR AQUI E VOLTE OUTRO DIA.... Não diga que não avisei.)

A história se passa numa Chicago futurista. Beatrice Prioracaba de completar 16 anos e se vê diante de um embate: Qual facção escolher? Ficar com minha família ou ser quem sou ou quero ser? Isso tudo porque dentro da cidade, murada por uma cerca imensa que os "protege" do mundo exterior, existe um sistema que é dividido em grandes grupos: Audácia, Abnegação, Franqueza, Erudição e Amizade, cada um deles responsável por uma função dentro da organização. Assim, quando se completa determinada idade, o adolescente participa de um "teste vocacional" para que saiba a qual facção pode pertencer, normalmente apenas uma. Tris, crescendo na Abnegação onde todos são altruístas e solidários, se via sufocada por aquela realidade, já que de fato não era tão solidária quanto seus pais ou como seu irmão; e quando participa do Teste de Aptidão e ele aponta três facções de escolha e a instrutora, Tori, a aponta como Divergente, ela vê tudo dito como sólido em sua vida se dissolver.

Na Cerimônia de Escolha, ela decidi ir para a Audácia, o grupo aventureiro e "rebelde" responsável pela segurança da cidade, que desde pequena chamava sua atenção.  A partir daí nós vemos o desenvolver da história dentro desta facção. Até que uma inimiga surge: Jeanine Matthews, líder da Erudição. Uma Hitler da vida. Que quer ver a cidade livre os Divergentes, pessoas que possuem aptidão para mais de uma facção, imunes a uma diversidade de soros desenvolvidos pela Central (que até divergente você não sabe que existe) e geneticamente curados ou puros... Esqueci de dizer que Tris se apaixona por Tobias, Quatro, que é o treinador dela durante o processo de iniciação da Audácia. Isso é realmente importante de lembrar.
Para resumir: Tris e uma legião de Divergentes lutam contra Jeanine para que a verdade, guardada junto aos que estavam no governo, fosse revelada. Jeanine perde, morre, e a verdade vem a tona: tudo que eles conhecem, a cidade, as facções, seus nomes... foi tudo um experimento da Central para elaborar um modelo de civilização dócil, sem caos nem problemas, através da perpetuação dos genes "curados" dos Divergentes pela a sociedade. Mas nem tudo saiu com planejavam.
Termina que Tris e uma pequena porção de amigos, Divergentes ou não, se reúnem rumo a Central para desvendar o porque de tudo aquilo e se distanciar de um passado que os perturba.

Eles vão, descobrem, fazem uma reforma armada, derrubam o governo atual, Tris morre e Tobias vive sozinho ao lado da mãe. FIM dos livros.

O final é mais ou menos esse. Sim,é um lixo. Mas já expliquei que não é minha trilogia favorita então não vou defender isso dizendo que foi para o bem da história ou para a melhor absorção do enredo. É um lixo, mataram a Tris e pronto.
Agora minha percepção sobre as entre linhas: Diferente dos outros livros, em Covergente a narração é feita pelos protagonistas da história: Tris e Tobias. Assim, temos uma aproximação com o Quatro e toda a sua visão sobre os acontecidos, o que nos dá um outro ponto de vista do enredo, e não só o Tris, permitindo-nos avaliar se aquela situação tem tamanha proporção que um dos personagens afirmava ou era só uma constatação pessoal do personagem. Porém, penso que a primeira pessoa não corresponde adequadamente as necessidades da própria história. Seria melhor se esta fosse escrita inteiramente em terceira pessoa, nos permitindo mais pontos de vista e menos contradições, como há nessa distopia.
Mas... é né? Consigo tirar algumas coisa dessa trilogia: Amem os outros mesmo com todos os seus defeitos. Lutem, pois é a única forma de se chegar onde se almeja. e etc.. etc...

Como vocês já devem ter visto, eu assistir o filme e fiz resenha dele aqui no blog e eu amei.

Só que o final da trilogia desconstruiu essa imagem de série incrível que eu tinha e espero um pouco mais dos produtores dos Filmes Insurgente e Convergente, já que Divergente teve um final incrível nas telonas; quero ver o que conseguem fazer com o resto da trilogia.


Então é isso. Falem comigo! Vcs tão de férias? Quais suas expectativas para elas? e etc...
Bjs e Abraços....
Thayane G. Santos

11 motivos para você ler/assistir Harry Potter

Assistindo Harry Potter e o Cálice de Fogo ontem, fiquei imaginado.....  Ainda hoje, mesmo depois de todos os livros publicados e 7 filmes lançados existem
pessoas que não sabem nada de Harry Potter.
Confesso que é algo que não entendo.
Portanto nada mais justo do que mostrar à estas pessoas motivos para que elas se interessem pelo mundo de Harry Potter, que encantou e encanta tantas pessoas pelo mundo inteiro.

  1. J. K. Rowling conseguiu criar um mundo de forma extremamente carismática, colocando personagens diversos, fazendo assim, com que cada leitor consiga se achar e se identificar com um personagem da saga.
  2. Mesmo a saga estando dividida em 7 livros não é cansativa, sempre tendo novidades e te levando cada vez mais para dentro do mundo mágico, fazendo com que o leitor queira sempre mais e mais. Não é atoa que cada livro é, geralmente, maior que o anterior. E ainda hoje os fãs sentem necessidade de mais livros para que a saga nunca tenha fim.
  3. Você irá conhecer um mundo novo com personagens sobrenaturais já conhecidos na mitologia, porém de um toque de encanto e magia jamais visto em outras histórias.
  4. Amizade é a base da história da Saga, e com ela vemos crescer e desenvolver toda a história dos 7 livros, nos trazendo muitos momentos de gostosas risadas, emoção e muita, mas muita saudade.
  5. Assim como todo fã de Harry Potter você irá se apaixonar pelo Elfo mais meigo do mundo mágico, nosso querido Dobby, com ele descobrirá a verdadeira fidelidade e amor.
  6. Vivenciará uma aventura atrás da outra, o que fará com que você entre no mundo de Harry Potter gradativamente, não deixando nenhum leitor tonto por tanta informação ao mesmo tempo. Mas a história mantém um ritmo gostoso, não sendo lento, nem rápido demais, um timing perfeito.
  7. Se você é chorão(ona) como eu, prepare os lenços, pois chorei em todos os livros, porém no último volume chorei do começo ao fim. A história é tão emocionante que não tem como não sentir a formação daquele nozinho na garganta, até os mais fortes sentem isso.
  8. Certeza que você se sentirá extremamente revoltado por não ter recebido, aos 11 anos, a carta de convocação de Hogwarts. Principalmente depois de con
    hecer a escola, seus professores, os alunos e sua história em Hogwarts uma História.
  9. Você irá ficar com água na boca em todas as visitas que a turma realizar à Hogsmeade, e ficará muitíssimo feliz em saber que hoje já é possível visitar as lojas de Hogsmeade como a Dedos de Mel no Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando.
  10. Vai ficar em dúvida se quer voar em uma Nimbus 2001, numa Firebolt, num Testrálios, num Dragão ou se aparata. Porque em Harry Potter os meios de transportes não tem rodas.
  11. Você cobiçará o Mapa do Maroto com unhas e dentes.... Ops já passei dos 10, tá vendo tem muita coisa em Harry Potter para não caber em um top 10. E ainda tenho muitas outras coisas legais para listar aqui.
E se ainda assim você não se interessou em ler Harry Potter, então você não leu com atenção ou realmente é muito pés no chão.
Viver neste mundo mágico é algo fantástico, prazeroso e intenso que não tem como não ler.
A vida já é muito dura para vivermos com os pés no chão, deixe que a magia tome conta de você, entre neste mundo e faça parte dele com a gente.
E o mais legal de tudo isso é que Harry Potter não tem discriminação de idade você vai conhecer desde crianças até adultos e maior idade que são fãs incondicionais, assim como eu.
E será muito bem vindo ao Mundo Mágico de Harry Potter. Então, separe agora seu galeões e compre seu primeiro volume Harry Potter e a Pedra Filosofal. Lembre-se o livro é sempre melhor que o filme ;-D.

Listinha de questões para ajudar você a exercitar essa coisa do capeta que é Logaritmo

Hey, pessoal!
Faz tempo que não passo por aqui, mas prometo tentar compensar esse mês porque EU ESTOU DE FÉRIAS!!! Pena que não durarão muito, só até 1º de Julho, e que eu vou passá-las estudando... Pois é. Ai, eu aqui estudando resolvi deixar pra vcs uma singela listinha para vcs exercitarem Logaritmo. Não sou uma universitária em matemática, mas qualquer dúvida me avisem. 
Para quem quiser, me contatem por email para receber as respostas.
Não liguem para a numeração das questões, mera preguiça minha de ajeitar. 

9) Em Química, defini-se o pH de uma solução como o logaritmo decimal do inverso da respectiva concentração de H3O+ . O cérebro humano contém um líquido cuja concentração de  H3O+ é  4,8. 10 -8 mol/l. Qual será o pH desse líquido?

10) Numa plantação de certa espécie de árvore, as medidas aproximadas da altura e do diâmetro do tronco, desde o instante em que as árvores são plantadas até completarem 10 anos, são dadas respectivamente pelas funções:
altura: H(t) = 1 + (0,8).log2 (t + 1)
diâmetro do tronco: D(t) = (0,1).2 t/7
com H(t) e D(t) em metros e t em anos.
a) Determine as medidas aproximadas da altura, em metros, e do diâmetro do tronco, em centímetros, das árvores no momento em que são plantadas.
b) A altura de uma árvore é 3,4 m. Determine o diâmetro aproximado do tronco dessa árvore, em centímetros.


11. (U. E. LONDRINA) Supondo que exista, o logaritmo de a na base b é:
      a) o número ao qual se eleva a para se obter b.
      b) o número ao qual se eleva b para se obter a.
      c) a potência de base b e expoente a.
      d) a potência de base a e expoente b.
      e) a potência de base 10 e expoente a.

12. (PUC) Assinale a propriedade válida sempre:
      a) log (a . b) = log a . log b
      b) log (a + b) = log a + log b
      c) log m . a = m . log a
      d) log am = log m . a
      e) log am = m . log a
      (Supor válidas as condições de existências dos logaritmos)

13. (CESGRANRIO) Se log10123 = 2,09, o valor de log101,23 é:
      a) 0,0209
      b) 0,09
      c) 0,209
      d) 1,09
      e) 1,209

14. Os valores de x que satisfazem log x + log (x - 5) = log 36 são:
      a) 9 e -4
      b) 9 e 4
      c) -4
      d) 9
      e) 5 e -4
 
15. Em uma calculadora científica de 12 dígitos quando se aperta a tecla log, aparece no visor o logaritmo
      decimal do número que estava no visor. Se a operação não for possível, aparece no visor a palavra ERRO. Depois de digitar 42 bilhões, o número de vezes que se deve apertar a tecla log para que, no visor, apareça ERRO pela primeira vez é:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

1) Calcule: Log5 625 + Log 100 - Log3 27?
 2) Considerando-se Log7 10 = 1,1833. Qual é o Log7 70?
 3) Calcule o Log3 5 sabendo que o Log3 45 = 3,464974?
9) Calcule o Log24 6 sabendo que o Log27 6 = x que o Log27 4 = y.

 10) Se o Log60 3 = x que o Log60 6 = y, qual é o Log18 2?